Em apenas dois anos, as licenças por ansiedade, depressão e burnout cresceram quase 80%, impactando diretamente pessoas, negócios e a sustentabilidade do sistema de saúde e previdência.
Saúde Mental no Trabalho deixou de ser um tema secundário e passou a ocupar o centro das discussões estratégicas dentro das empresas. O aumento expressivo dos afastamentos por ansiedade, depressão e burnout no Brasil revela uma realidade que impacta diretamente pessoas, produtividade, custos e a sustentabilidade dos negócios.
Dados recentes mostram que, em apenas dois anos, os afastamentos por transtornos mentais cresceram quase 80%. Por trás desses números estão profissionais sobrecarregados, ambientes de alta pressão, insegurança em relação ao futuro e a dificuldade crescente de separar vida pessoal e trabalho — especialmente em um cenário pós-pandemia e de avanço acelerado da tecnologia.
Quando falamos de Saúde Mental no Trabalho, falamos também de gestão de riscos. Empresas que ignoram esse tema enfrentam aumento de absenteísmo, queda de desempenho, rotatividade elevada e maior exposição a passivos trabalhistas. Além disso, há um impacto direto nos custos com benefícios, planos de saúde e afastamentos previdenciários.
As mulheres e profissionais entre 40 e 49 anos estão entre os grupos mais afetados, reflexo de jornadas duplas, acúmulo de responsabilidades e desigualdades estruturais que ainda persistem no mercado. O crescimento dos casos de burnout reforça que o esgotamento emocional não é individual, mas sistêmico.
Diante desse cenário, Saúde Mental no Trabalho exige ações concretas — e não apenas iniciativas pontuais de bem-estar. A atualização da NR-1, que passou a exigir a gestão dos riscos psicossociais, reforça a responsabilidade das empresas em criar ambientes mais seguros, saudáveis e sustentáveis.
Na Única Corretora de Seguros, acreditamos que cuidar da saúde mental é uma estratégia de longo prazo. Isso envolve a escolha adequada de planos de saúde, benefícios corporativos alinhados ao perfil dos colaboradores, programas de prevenção, apoio psicológico e uma visão integrada entre gestão de pessoas, compliance e sustentabilidade financeira.
Mais do que reagir aos afastamentos, é preciso atuar na prevenção. Investir em Saúde Mental no Trabalho significa proteger pessoas, fortalecer a cultura organizacional e garantir que a empresa esteja preparada para crescer de forma responsável.
Empresas que colocam as pessoas no centro das decisões constroem resultados mais sólidos, reduzem riscos e se posicionam melhor para o futuro.
