Fonte: Por Beth Koike, Valor — São Paulo
06/01/2025 08h00 · Atualizado há uma semana
A situação financeira da Unimed Ferj, que assumiu a carteira de clientes da Unimed-Rio em 2023, tem gerado preocupações no setor de saúde suplementar. Diversos relatórios apontam atrasos nos pagamentos a hospitais, laboratórios, clínicas e médicos, com estimativas de dívidas que podem ultrapassar R$ 2 bilhões.
O Cenário Atual e as Dívidas Acumuladas
De acordo com a Associação dos Hospitais do Estado do Rio de Janeiro (AHERJ), a Unimed Ferj enfrenta um passivo significativo, que inclui débitos herdados da Unimed-Rio e novas obrigações financeiras. Apesar de acordos para parcelamento de dívidas anteriores, relatos indicam que nem todos os pagamentos estão sendo cumpridos regularmente.
A AHERJ estima que a dívida total com estabelecimentos de saúde já ultrapassou R$ 2 bilhões. Alguns hospitais relatam atrasos de até um ano nos repasses financeiros, o que tem levado à suspensão de contratos com a operadora. Entre as instituições afetadas, destaca-se a Rede D’Or, que descredenciou oito hospitais no Rio de Janeiro devido às incertezas financeiras.
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Impactos no Atendimento e Repercussões no Mercado
A crise também tem afetado diretamente os usuários dos planos de saúde. Hospitais importantes, como o São Lucas Copacabana e o Nossa Senhora do Carmo, chegaram a notificar a suspensão de atendimentos, mas posteriormente mantiveram os serviços. Equipes médicas também estão deixando de atender clientes da Unimed Ferj até que as pendências financeiras sejam resolvidas.
Outro ponto de atenção é o impacto na Rede Casa, que detém 12 hospitais no Rio de Janeiro e representa uma parcela significativa do atendimento aos beneficiários da Unimed Ferj. A rede enfrenta atrasos que somam cerca de R$ 70 milhões, mas optou por não romper os contratos para evitar maiores prejuízos.
Ações Regulatórias e Possíveis Soluções
A Associação dos Hospitais do Rio de Janeiro notificou o Ministério Público sobre os atrasos nos pagamentos e busca um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) para regularizar as dívidas. O objetivo é assegurar que os hospitais sejam ressarcidos pelos serviços já prestados, evitando uma crise ainda maior no sistema de saúde suplementar.
Por outro lado, a Unimed Ferj afirma que tem renegociado mais de 65% das dívidas herdadas e que os atrasos recentes foram pontuais, decorrentes do fluxo de caixa no final do ano. Além disso, a operadora destaca que houve uma melhora no valor das consultas pagas aos cooperados após a transição da carteira.
Como Isso Afeta os Beneficiários e o Setor de Seguros
A situação da Unimed Ferj reforça a importância de avaliar criteriosamente as condições financeiras e contratuais das operadoras de planos de saúde. Beneficiários devem estar atentos à rede credenciada e à qualidade dos serviços oferecidos.
No contexto das corretoras de seguros, é essencial orientar os clientes sobre a escolha de planos que garantam estabilidade e segurança, além de oferecer suporte personalizado para eventuais problemas. Uma boa gestão de riscos pode fazer toda a diferença em momentos de crise como este.
Conclusão
A crise financeira da Unimed Ferj é um alerta para o setor de saúde suplementar e seus stakeholders. Operadoras, hospitais, profissionais de saúde e clientes precisam trabalhar em conjunto para buscar soluções que garantam a sustentabilidade do sistema. Para os consumidores, é essencial contar com uma corretora de seguros que ofereça suporte especializado e transparência na contratação de planos de saúde.
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